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22 de jun. de 2007

Blog da Ocupação e a PM no Campus

Texto retirado do Blog da Ocupação da USP...

Só pra pontuar, a PM está fazendo ronda no Ciclo Básico da Unicamp em resposta a ocupação do Diretório Acadêmico.

NAS UNIVERSIDADES REPRESSÃO, NO CONGRESSO SÓ LADRÃO!


Hoje aqui na USP, cerca de 300 estudantes e funcionários organizaram uma passeata em solidariedade aos estudantes da UNESP presos pela tropa de choque há dois dias. Em plenária a maioria decidiu que a manifestação seguiria pelo entorno da USP, voltando em seguida para o prédio da História onde professores realizavam outro ato contra a repressão aos estudantes da UNESP. Nossa surpresa foi que ainda dentro da USP, antes da rotatória do Portão 1, cerca de 30 PMs da tática fechavam a rua, impedindo nossa passagem. Contra os escudos, a manifestação seguiu empunhando uma faixa com os seguintes dizeres: USP – UNESP – UNICAMP: FORA PM! Frente à absurda situação de impedir que os estudantes e funcionários saíssem da USP, a tropa abriu caminho para nossa passagem. A manifestação seguiu pela Alvarenga, Vital Brasil e depois voltou para a USP. Quando passávamos em frente à rotatória do CEPÊ (centro de práticas esportivas), novamente a PM apareceu, dessa vez, em duas viaturas e várias motos. Quando percebemos a PM, a manifestação parou e, em coro, exigimos que a PM saísse do campus. Eles responderam com gás pimenta e ameaçando jogar as viaturas e as motos sobre os manifestantes. Mas os manifestantes resistiram e uma a uma as motos foram recuando sob duras vaias. Após mais esse tumulto causado pela PM, a manifestação seguiu pacificamente.


O propósito dessa manifestação era denunciar o avanço da repressão nas universidades, em especial, a ação da PM na desocupação da diretoria da UNESP de Araraquara. Por duas vezes, dentro do campus, a PM impediu que a manifestação seguisse; primeiro de sair e depois de voltar! Será essa a nova forma de negociação da Reitora? Quem chamou e quem permitiu que a PM entrasse com motos, cacetetes, escudos e gás pimenta no campus para calar estudantes e funcionários? Sob que pretexto? Causar um embate e vilanizar o nosso direito de livre manifestação?


Força à luta dos estudantes de todo o Brasil!

Solidariedade aos ocupantes da UNESP!

Não à repressão!


(Original aqui)

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20 de jun. de 2007

da violência

robert mapplethorpe: the perfect moment

toda forma de agir carrega em si uma violência: afeta, inadvertidamente, o universo sobre o qual age. não é possível falar em sensibilização sem violência: não é possível falar sem violência.
sempre, e hoje de forma mais evidente, repousa cada espírito em sua própria inércia. segue seu rumo sempre igual, se nada o afeta. mas sempre afeta: um discurso aqui, um obstáculo ali. poesias que em sua violenta (des)(res)significação nos fazem estranhar o mundo. imagens e músicas que com seu seduzir violento nos fazem (des)(res)significar nossas próprias experiências. e principalmente, os diálogos que compartilham experiências e, talvez sem um convite prévio, nos faz viver o que não vivemos.
não é preciso ter medo desta violência. é natural, e pode ser saudável: compreendida.
exige, para funcionar harmonicamente, comunicação. comunicação que não é informação: não é uma advertência, um aviso. comunicação é o entendimento harmonioso entre espíritos distintos. os meios, os à disposição. fotografia, vestidos, flores de papel. a escolha deve ser suficiente - e a meta, possível.
pode uma alma harmonizar diversas via radiofrequencia? duvido.
posso dialogar, ao pé do ouvido, com um amigo e cúmplice? desejo.
acusam: o problema de nossa greve é não ser massiva.
acuso: o problema de nossa greve é ser massiva. massificada.

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16 de jun. de 2007

2 escritos e uma imagem

foto: Diógenes Muniz/Folha Online

2 matérias que sairam sobre a passeata de ontem. Uma da Folha e outra da Agência Estado.

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10 de jun. de 2007

Parada Cultural

Sempre tem aquele discurso pronto quando o estudante fala que está em greve: estudante vagabundo! não quer fazer nada da vida! só quer dormir ou fazer festa! Quem disse?!

Um feriadão durante a greve e... pessoas montando a programação da Parada Cultural, uma das formas encontradas para evitar a greve-férias, a greve do pijama. Pra manter o pessoal por perto e na ativa, pra refletir, discutir, repensar e se divertir também, porque ninguém é de ferro.
Tem de tudo em muito lugares da Unicamp, clique na imagem para ver a programação:





É na próxima quarta-feira, dia 13 de junho, das 10 da manhã à meia-noite.
Aproveitem! Abraços, Marina.

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3 de jun. de 2007

Artigo escrito por Marina Bottega Michel


Surreal
escrito por Marina Bottega Michel, aluna de Midialogia - IA/UNICAMP

Gotas de chuva e sofás no asfalto: cena surreal, se descontextualizada. Tirei essa foto na manhã fria do dia 23 de maio - dia de Paralisação Nacional; e de susto para mim, ao perceber minha primeira greve de universitário que ali ganhava forma e força. Por susto, entenda-se “choque de coletivo”, de sacar “é, é pública sim!”.

O bonito (e possivelmente surreal) da foto é o que ela representa. Representa um coletivo que se manifesta, braços e mãos que se unem para erguer sofás e colocá-los na passagem como uma maneira de se fazer visto, para então se abrir a oportunidade de ser ouvido. Numa sociedade onde o indivíduo por ele mesmo, e só ele mesmo tem importância, no esquema “eu na minha e o resto que se dane”, é belíssimo constatar que ainda existe coletivo, que as pessoas vão para as ruas manifestar sua opinião e lutar por uma causa de todos, pública – mesmo sabendo que vai ter seu semestre totalmente atrasado e suas férias apagadas do calendário acadêmico.

Não concordo com barricada, ocupação nem nada disso; penso que antes de qualquer atitude, temos de refletir e discutir. Como o fazem os três garotos à direita da imagem; não ficaram sentados, levantaram-se muito cedo nesse dia terrivelmente frio (para quem está acostumado com o sol do interior paulista), e foram lá discutir o que se passa, e levar outros à discussão. Porque assim se realiza uma mudança sólida, com bases fortes: através do diálogo. Este, aliás, foi bastante evitado por nosso governador, José Serra. Numa tentativa de fugir da raia ou ignorar a responsabilidade pressuposta por seu cargo público ocupado por ele somente porque a maioria do povo assim quis, legitimamente. Agora, como fica a resposta a tanta democracia/ legitimidade exercida antes de ocupar o cargo?

A resposta não vem, quem dirá o diálogo. E não é por falta do povo se disponibilizar a conversar. Foram até lá, no Palácio; o que faltou? Chegar às cinco pra tomar o chá? Talvez a única forma mesmo de não fazer o movimento perder força seja ocupando a reitoria sem definir data para a saída. Afinal, outros caminhos mais sensatos foram recusados, ignorados de forma medíocre. Como se nada, NADA estivesse acontecendo. E a chuva cai, há sofás na rua, tudo por acaso?

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Vídeo da manifestação do dia 31/05

Realizado pelos estudantes em greve do Curso Superior de Audiovisual CTR ECA-USP

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2 de jun. de 2007

Funk no Ato



alunos da FEF/UNICAMP interpretam Funk do Tadeu composto por alunos do IA/UNICAMP no ato do dia 31/05 em São Paulo.

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1 de jun. de 2007

Matérias da Folha de São Paulo: Parte 1

São Paulo, sexta-feira, 01 de junho de 2007

Decreto de Serra tenta pôr fim à crise na USP


Texto retira atribuições da Secretaria de Ensino Superior e explicita medidas que asseguram autonomia das universidades

Medida foi bem recebida por membros da academia antes críticos ao governo e pelos estudantes que invadiram a reitoria da USP

FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL

O governador José Serra (PSDB-SP) publicou ontem um decreto declaratório no qual tenta pôr fim à crise na USP, Unesp e Unicamp, que sofrem com invasões e greve contra o governo. No texto, o tucano tira algumas atribuições da Secretaria de Ensino Superior, um dos causadores dos protestos, e põe no papel o que havia dito desde o início da crise: que não há mudança em relação à autonomia das universidades.
A medida foi bem recebida por membros da academia antes críticos ao governo e pelos estudantes. Mesmo assim, uma passeata do movimento universitário contra Serra, marcada na semana passada, acabou em confronto, pois a PM bloqueou o acesso dos estudantes ao Palácio dos Bandeirantes.
O decreto de Serra, publicado no "Diário Oficial", retirou da Secretaria de Ensino Superior, entre outras atribuições, a de "acompanhar e analisar o desempenho econômico [...] de políticas [...] de suas entidades vinculadas". Tirou também do titular da pasta, José Aristodemo Pinotti, a competência de "submeter à apreciação do governador [...] assuntos de órgãos subordinados ou entidades vinculadas à secretaria".
O texto de Serra também retirou a função da secretaria de estimular a ampliação de alguns campos de pesquisa ou de formação de estudantes.
Setores da comunidade universitária -como os alunos que invadiram a reitoria da USP há 29 dias e os 23 diretores da Unicamp- alegavam que a Secretaria de Ensino Superior feria a autonomia das escolas. Os grupos exigiam a extinção da pasta.
Os invasores da USP divulgaram nota afirmando que "o governo, através do decreto declaratório, sinalizou que começa a entender a importância da autonomia universitária" e que a ação é um "início de diálogo".
Eles se reuniram duas vezes com o secretário da Justiça, Luiz Antonio Marrey, mas não houve avanços. Ontem, Marrey afirmou que só negocia com a saída dos alunos da reitoria.
Hoje, às 18h, estudantes fazem uma assembléia na USP, onde devem votar o fim da invasão e da greve.
Para o diretor do IEL (Instituto do Estudos da Linguagem da Unicamp), Alcir Pécora, "as questões ficaram claras" -ele é um dos signatários do manifesto dos diretores da Unicamp. Sobre a existência da secretaria, diz que não há mais tanto problema, pois a pasta foi "esvaziada". A Folha procurou Pinotti, que não retornou até o fechamento desta edição.
Serra, no novo texto, diz que o objetivo é esclarecer decretos anteriores que causaram "interpretações reiteradamente equivocadas". Isso porque as medidas não deixavam claro se as universidades estavam inseridas em algumas restrições.
No decreto de ontem, o governador esclarece que as universidades podem fazer contratações; realizar negociação salarial internamente, sem aval do governo; remanejar recursos orçamentários; e reavaliar licitações ou decretos, sem a interferência do Executivo.
Todas essas posições já haviam sido manifestadas por meio de declarações ou ofícios de secretários. Setores da universidade, porém, entendiam que a situação era frágil, por isso era necessário refazer os decretos ou revogá-los.
O novo decreto, porém, não revoga a necessidade da prestação de contas diárias das universidades no Siafem (sistema eletrônico de execução orçamentária do governo) -que, antes, tinham de fazê-lo apenas mensalmente.

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Matérias da Folha de São Paulo: Parte 2

São Paulo, sexta-feira, 01 de junho de 2007

Docentes e alunos vêem avanço em decreto

Para a professora titular de direito administrativo da USP Odete Medauar, a autonomia está garantida e fazer outros pedidos é oportunismo

Já os estudantes que invadiram a reitoria dizem que o decreto publicado ontem "acena o iníciode um diálogo"

DA REPORTAGEM LOCAL

Docentes e estudantes afirmaram que o decreto publicado ontem pelo governador José Serra (PSDB) foi um avanço. Houve discordância, porém, sobre o alcance da medida.
Para a professora titular de direito administrativo da USP Odete Medauar, "tudo ficou claro". Há uma semana, ela divulgou um texto criticando os decretos de Serra. "Agora está na hora de os estudantes saírem da reitoria. A autonomia está garantida. Fazer outros pedidos é oportunismo", disse.
Medauar se refere às outras 17 reivindicações dos alunos, que incluem mais moradias e convocação de uma comissão para rediscutir as normas na USP (essa pauta foi incluída há duas semanas). Já os sindicatos de professores e funcionários reivindicam reajuste salarial.
Os estudantes que ocupam a reitoria divulgaram uma nota em que dizem que "o decreto, publicado no dia do ato em defesa da universidade pública, acena o início de um diálogo".
O professor Francisco Miraglia, coordenador do Fórum da Seis (que representa docentes e funcionários das três universidades), disse ver um "avanço", mas "que não acaba com a fragmentação". Ele se refere à separação das universidades das faculdades de tecnologia e da Fapesp (fundação de amparo à pesquisa) em diferentes pastas.
Para o presidente do Cruesp (conselho de reitores), José Tadeu Jorge, "o decreto contribui para acabar com as diversas interpretações" que as medidas do governo criaram.

Decreto declaratório
O professor da Escola de Direito da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas) Carlos Ari Sundfeld afirmou que o decreto declaratório tem o mesmo poder que os demais decretos. "Ele não é comum", disse. "Em uma situação diferente, acho que o governador faria um outro decreto. Mas, nessa situação, isso seria assumir que de fato tentou ferir a autonomia." (FÁBIO TAKAHASHI E ROGÉRIO PAGNAN)

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Matérias da Folha de São Paulo: Parte 3

São Paulo, sexta-feira, 01 de junho de 2007

PM impede protesto na frente do palácio

Manifestação de estudantes, professores e servidores de universidades públicas foi impedida de se aproximar da sede do governo

Manifestantes partiram da USP e seguiram em direção ao Morumbi para tentar se reunir com representantes do governo estadual

ROGERIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Um quilômetro. Isso foi o mais perto que professores, estudantes e servidores de universidades públicas estaduais conseguiram se aproximar ontem do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para protestar contra a política de educação superior estadual.
Os mais de 2.000 manifestantes foram barrados por cerca de 500 policiais militares armados com cassetetes, escudos, bombas de gás lacrimogêneo e spray de gás pimenta. A tensão entre os manifestantes e os PMs durou aproximadamente cinco horas.
As pelo menos cinco investidas dos manifestantes para romper os cordões de isolamento foram repelidas pelos PMs com jatos de gás pimenta.
Um estudante chegou a receber uma joelhada na barriga e outro foi detido por cerca de uma hora após furar o primeiro cordão e se jogar nos escudos dos policiais que formavam o segundo, dos quatro existentes. Não houve feridos graves.
O comandante do policiamento, coronel Alaor José Gasparato, disse que o entorno do Palácio dos Bandeirantes é considerado uma área de segurança e, por isso, não são permitidas manifestações na região. "Eu sou um servidor militar e cumpro determinações."
A passeata partiu por volta das 13h do campus da USP na zona oeste da capital, onde um grupo ocupa a reitoria há 29 dias. Os manifestantes seguiram em direção ao palácio, onde líderes do movimento pretendiam se reunir com representantes do governo.
Às 14h37 e a um quilômetro antes do destino, porém, o protesto parou porque policiais militares já esperavam o grupo com os cordões de isolamento no cruzamento das avenidas Francisco Morato e Morumbi.
Com isso, o trânsito foi interrompido e teve início uma série de engarrafamentos pela cidade. Às 19h, segundo dados do CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a lentidão na cidade chegou a 162 km, ou 43 km acima da média das quintas-feiras em 2007 (119 km).
Um grupo com 13 representantes dos movimentos integrantes do protesto foi ao palácio tentar convencer o governo a liberar a passagem dos manifestantes, mas não conseguiu.
A comissão foi recebida pelo número dois da Casa Civil, o secretário-adjunto Humberto Rodrigues da Silva. O governador José Serra, o secretário de Justiça, Luiz Antonio Marrey, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, estavam no palácio, mas nenhum deles falou com o grupo. "Mais uma vez, o governo foi intransigente. Não houve nenhum acordo", afirmou Beth Lima, uma das participantes da comissão.
Marrey disse a jornalistas que o governo não dialogará com os manifestantes enquanto a reitoria estiver ocupada.
Mesmo sem chegar ao palácio nem ter os pedidos discutidos, os manifestantes consideram positivo o resultado. Para eles, o fato de a cidade ter "parado" por conta dos engarrafamentos gerou repercussão maior que a ida ao palácio.
O bloqueio foi encerrado às 19h27 e os manifestantes voltaram para o prédio da reitoria.

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Matérias da Folha de São Paulo: Parte 4

São Paulo, sexta-feira, 01 de junho de 2007

Motorista ficou 5 h à espera do fim da manifestação


DA REPORTAGEM LOCAL

"Nosso Brasil é isso aí." Foi assim que o motorista de ônibus André Santos, 32, resumiu a indignação em ficar quase cinco horas parado na avenida Francisco Morato esperando pelo fim da manifestação.
Santos não pôde seguir o exemplo dos seus 25 passageiros e ficou do princípio ao fim dentro do veículo -das 14h37 às 19h27. "Eles [os passageiros] seguiram a viagem a pé."
Apesar de ficar quase cinco horas ouvindo as palavras de ordem e discursos inflamados, o motorista conseguiu compreender pouco das reivindicações. "Eles não querem que o governo tome conta da USP", explicou.
Assim como Santos, outras pessoas que acompanharam a manifestação não compreenderam muito bem o objetivo dos protestos. "Não estou entendendo nada", disse o vendedor ambulante Geraldo Claudino da Silva, 65.
"Estão pedindo aumento, né?", disse a metalúrgica Maísa Santos, 36.
Apenas uma das seis pessoas ouvidas pela Folha conseguiu entender o objetivo da passeata dos estudantes. "Estão buscando melhores condições de ensino. Ninguém reivindica sem direito", disse Alonso Gil Marin, 52 .

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