13 de out. de 2007

Sobre mapas e guerras...

Esse site tem vários "mapas animados" de guerra muito legais, são inclusive muito melhores do que aqueles programas de apologia militar do "The History Channel"

abaixo um que relaciona todos os presidentes estadunidenses e as guerras as quais eles se meteram.



obs.uma das descobertas desse feriado regado a internet , edições de vídeos e textos sobre sacrifício. Não q isso seja muito pertinente mas...

abraços, cae.

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Moção da Congregação do IFCH

A Congregação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, reunida em sua 144a Sessão Ordinária, aos 3 de outubro de 2007, deliberou, por unanimidade, manifestar-se pelo arquivamento imediato do Processo Sumário 01P-21554/07, referente à sindicância que arrola sete estudantes nos incisos II, III e IV do artigo 227 do Regimento Geral da Universidade Estadual de Campinas.

Entende a Congregação do IFCH que o arquivamento imediato do Processo Sumário 01P-21554/07 é imperativo de ordem legal, uma vez que as disposições disciplinares do Regimento Geral da Universidade, em particular aquelas concernentes à forma processual (artigos 227, inciso VIII; ,234 e 235), inalteradas desde 1974, constituem legislação de exceção, imposta pela ditadura militar às universidades por meio do Decreto-Lei 477, de 26 de fevereiro de 1969, extensão universitária do Ato Institucional no 5, de 13 de dezembro de 1968. Trata-se, assim, em seus pressupostos e efeitos, de normatização inaplicável, por violar direitos fundamentais garantidos pelo artigo 5o da Constituição Federal, em especial o inciso 55, que assegura aos cidadãos o direito ao contraditório e à ampla defesa em processos administrativos e judiciais.

À falta da necessária tradução dos princípios constitucionais em normatização específica a presidir a vida universitária, vê a Congregação do IFCH abrir-se, na situação em tela, inaceitável espaço ao arbítrio.

Insta, pois, firmemente, ao Magnífico Reitor que arquive, imediatamente, o Processo Sumário 01P-21554/07 e toda a comunidade universitária conclama à tarefa urgente da revisão do Regimento Geral da Universidade Estadual de Campinas, a fim de adequá-lo à ordem democrática.

Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
3 de outubro de 2007.

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12 de out. de 2007

Como era gostoso meu jornalismo...

Artigo de Ricardo Kauffman sobre a cobertura da morte de Che pela revista Veja, a de agora e a de 10 anos atrás. Mias do que defender Che (ou qualquer coisa do gênero) Kauffman faz uma excelente análise sobre a prática jornalística.

Abraços, Caetano.

aqui o original.

Che, segundo Veja
Ricardo Kauffman, do Terra Magazine

A abordagem da revista Veja sobre o mito e o homem Ernesto Che Guevara, no decorrer dos anos, consiste numa ótima oportunidade de observação dos movimentos da mídia. Sugiro aqui uma visita comparada a duas reportagens da publicação sobre o assunto.

Uma foi matéria de capa há duas edições, intitulada "Che: há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa", assinada pelos jornalistas Diogo Schelp e Duda Teixeira. A outra foi publicada há dez anos, sob o título: "O triunfo final de Che".

É assinada pela então repórter da casa Dorrit Harazim. O texto está disponível atualmente no site da editora Abril na internet, neste endereço.

Há congruências entre as duas reportagens. Ambas registram aniversários redondos da morte do guerrilheiro. Buscam causas para a projeção mitológica do Che. E fazem referência a algumas mesmas passagens do líder.

Terreno mais vasto, no entanto, é o das incongruências, diferenças de tratamento e visões antagônicas - a respeito do personagem central - que as duas matérias explicitam.

A atual possui caráter predominantemente dissertativo. Não identifica de onde os autores apuraram as informações, o que leva a crer que a matéria foi feita da redação. Parte de tese própria segundo a qual o mito de Che é uma farsa produzida pela "máquina de propaganda marxista", diz o texto. E se destina a comprová-la.

A de 1997 foi apurada na Bolívia e se ocupa, majoritariamente, de ouvir declarações e descrever fatos que testemunha. Parte do acompanhamento da buscas dos ossos enterrados de Che para também refletir sobre a força do maior mito latino-americano.

A Veja de 2007 entrevista seis fontes para a matéria. Todos são cubanos da Flórida, inclusive dois historiadores, um do Instituto da Memória Histórica Cubana de Miami, e o outro da Universidade de Miami.

A reportagem justifica a concentração de fontes: "o regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permaneceram em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial".

Não explica, porém, porque não foram ouvidos observadores internacionais neutros, ou companheiros de Che em campanhas fora da ilha.

Dorrit Harazim concentra-se nas fontes que encontra pelo caminho, nas cidades bolivianas onde Che é um ser místico, literalmente adorado como santo.

Diego Schelp e Duda Teixeira expõem diagnósticos certeiros sobre Guevara, na maioria das vezes desacompanhados da análise de qualquer fonte. Eles reduzem as origens da mitificação do argentino a três fatores ligados a alguma espécie de "sorte histórica".

São eles: a morte prematura; a ajuda involuntária de seus algozes, que conferiram ao rosto do Che defunto espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto; e ao contexto favorável, às vésperas dos protestos da geração de 1968.

Já a matéria anterior tem espaço para o contraditório e questões complexas, inalcançáveis por respostas simples. Ouve diversos bolivianos admiradores de Che, povo que, segundo o texto atual, "tinha raiva dele".
Um destes admiradores, ao encontrar um cubano integrante da guerrilha que então vivia na Espanha, pergunta: "Por que vocês começaram a guerrilha antes de conhecerem o terreno e estarem preparados? Mas por que, depois de tudo isso, você não vive em Cuba? - O ex-guerrilheiro ficou quieto", diz trecho de dez anos atrás.

Disparidade ainda mais gritante entre as duas matérias da mesma revista se encontra na adjetivação usada para qualificar Guevara e suas ações. "Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história arremessou há tempos outros teóricos do comunismo"; (...) "sua maníaca necessidade de matar pessoas".
Em 1997, Veja publicava: "Che empolga por ter sido um rebelde com causa, aventureiro e vagabundo, de ar atormentado e ardor revolucionário, mas sobretudo um rebelde capaz de abrir mão de tudo, especialmente do poder".

E mais: "O mito de Guevara (...) ampara-se na simplicidade, (...) e na entrega de sua vida à defesa da solidariedade e justiça social".

Che morreu há 40 anos. Nos últimos dez, nada de relevância decisiva sobre sua história foi revelado. Enquanto seu mito não pára de crescer.

No entanto, como podemos observar, a visão e os procedimentos jornalísticos que a maior e mais influente revista brasileira tem e propaga diante dos fatos mudou radicalmente no período. Sem maiores explicações ou avisos aos seus leitores.

Questão tão complexa ou simples como a da força do mito de Che é: Por que?

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Diplô e a blogosfera

Que tal colaborar com a Redação da seção brasileira da Le Monde Diplomatique ? É isso que esse post-telegrama aqui propõe que se proponha: novos links (quem sabe até o Parou Parou?), pautas, conteúdos, comentários, colaboradores...

Depois de ficar impressionado com a qualidade e pertinência das matérias da versão brasileira impressa da revista do Le Monde Diplomatique, encontrei andando pela net o blog da redação da Diplô Brasil, o que é algo bem interessante. Ainda embrionário, é interessante acompanhar as novas postagens que aparecem por lá. Assuntos interessantes, agendas e artigos com uma abordagem de "quadro geral", um pouco internacionalista, que creio ser importante de ser pensada. Inclusive para refletirmos se essa visão um pouco "Fórum Mundial Social" é a melhor a ser adotada ou não e pensar em seus pontos fortes e fracos.

Talvez o que mais me atrai a atenção nessa iniciativa é a transparência que propõe quanto ao processo de editoração de um periódico com as características da Le Monde Diplomatique, conhecida por um material bem-elaborado e de qualidade. O post inaugural é informativo e segue uma linha quase de carta de princípios, com algumas linhas gerais que espero que se realizem o mais rápido possível, como a criação de uma comunidade de blogs em português sob a chancela da revista.

Nessa linha de coisas interessantes nesse blog, gostaria de destacar o post de lançamento do Caderno Brasil, que mostra uma clareza de visão da revista quanto às potencialidades da blogosfera como meio de comunicação alternativa e a vontade de elaborar conteúdo de qualidade, incluindo nesse post a descrição do corpo de colaboradores, editores e colunistas.

Iniciativas como essa são encorajadoras, pois apontam para possibilidades de aproximar diferentes tipos de iniciativas baseadas nessa linha de blogosfera + rede + alternativa + movimentos sociais. Espero que essa iniciativa decole e que a gente arranje emprego em coisas como essa! Hehe!
Opine!
Enric "Grama" Llagostera

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10 de out. de 2007

2 pesos e 2 medidas

Quando da entrega do abaixo assinado da cpmf a Folha de São Paulo estampou em sua capa Paulo Skaf (presidente da fiesp) e mais um pessoal desfilando na câmara dos deputados com carrinhos de supermercados que carregavam 1 milhão de assinaturas contra o tributo.



Tudo certo, foi uma campanha nacional em cima de um debate atual e pertinente.

Entretanto anteontem a Folha publicou uma matéria sobre o plebiscito a respeito da privatização da cia. vale do rio doce. O jornal publicou uma pequena nota a respeito da consulta popular que contou com 3 milhões e meio de votos, aproximadamente, com cerca de 95% de votos contrários à privatização. E o destaque, na nota de pouco mais de 10 linhas (assinante vê aqui), foi para a pouca participação frente a plebiscitos mais antigos como o de 2000 sobre a dívida externa (6 milhões) e o de 2002 sobre a entrada do Brasil na ALCA (10milhões).

Tanto a campanha contra a cpmf quanto a contra a privatização da vale do rio doce foram movimentos de amplitude nacional, que contaram com debates em toda a sociedade brasileira agora por que a folha privilegia um a outro?

A disparidade no tratamento com os dois movimentos (cpmf e vale do rio doce) demonstra um caráter profundamente elitista da Folha de S.Paulo, uma vez que se recusa a dar visibilidade a um movimento com plena participação popular e dá tratamento diferente e privilegiado a um movimento que também conta com grande participação popular, mas possui maior reverberação na classe empresarial.

Tratar uma questão de grande parte como se ela não existisse é um modo tristemente autoritário de lidar com a realidade.

Caetano.

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9 de out. de 2007

Para o alto e avante


desde 14 de setembro não tínhamos mais de 40 visitantes num dia passando pelo blog, mas ontem coneguimos 43 visitantes. Esperamos que com o post da monica veloso ultrapassemos as centenas de visitantes diários, afinal é uma tag procurada.

abraços, caetano.
obs. q post ridículo!!!

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uma nota

Nota à Comunidade Acadêmica

Nós, professores da UNICAMP, arrolados como testemunhas da defesa dos estudantes apontados pela Comissão de sindicância, constituída pela Portaria GR n. 074/2007, explicamos à comunidade acadêmica nossa posição sobre o rito sumário da sindicância ora em curso. Além dos argumentos apresentados pela defesa para nosso não comparecimento à sessão do dia 03 de outubro de 2007 dessa Comissão, e independentemente de nossos juízos acerca dos métodos de ação política do movimento estudantil, reiteramos que ações políticas não devem ser tratadas por meio de sindicâncias de rito sumário, que retroagem ao AI-5. Como professores, defendemos que o direito à opinião, à manifestação e à associação são constitucionais e devem ser, sobretudo, valores inerentes à vida acadêmica e universitária.

Campinas, 3 de outubro de 2007


Edmundo Fernandes Dias. Professor Assistente-Doutor aposentado do
Departamento de Sociologia, IFCH-UNICAMP

Mauro W. Barbosa de Almeida.Coordenador do Programa de Pós-Graduação em
Antropologia Social, IFCH-UNICAMP.

Nádia Farage. Diretora Associada, IFCH-UNICAMP.

Paulo César Centoducatte. Professor Assistente-Doutor, Depto. de
Sistemas de Computação, IC-UNICAMP

Rachel Meneguello. Coordenadora Geral de Pós-Graduação do IFCH-UNICAMP.

Silvia Hunold Lara. Professora Associada, Dep. de História, IFCH-UNICAMP.

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Um convite...

queria ir viu, mas devido à distância são paulo/campinas não rolará. Estou lendo o Refusenik que traz relatos de soldados israelenses que se recusaram a servir fora da fronteira de Israel e é muito bom, muito mesmo. Gostaria de poder trocar uma idéia com o Peretz, ao menos ouvir o que ele tem pra falar.

Esse é um dos poucos momentos em que realmente sinto falta de um carro... paciência.
Caetano.

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Monica Veloso na Playboy

Foto: Lula Marques/Folha Imagem

Gabriela Gerreiro, para a FolhaOnline: "O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), esperava seu carro para deixar o Congresso próximo à banca quando foi questionado por jornalistas se estaria disposto a comprar um exemplar. "Não comprei ainda, mas se alguém me emprestar... Se não, não.""

Senhor senador, pra que mentir? É óbvio que o senhor vai comprar, se é que já não comprou...

Cada uma viu...

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8 de out. de 2007

um vídeo.. vienam + napalm

nunca tinha visto esse filme...



caetano.

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4 de out. de 2007

deus na escola?

Foi aprovado na ALESP há um tempo atrás o projeto "deus na Escola" de autoria da deputada estadual Maria Lúcia Amary, líder do PSDB na Assembléia e a caminho de ser sancionado pelo governador José Serra (psdb). O projeto instaura o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas de ensino fundamental(não há especificação se será uma disciplina ou conteúdo transdisciplinar)sob o seguinte currículo:


DEUS NA ESCOLA
Introdução, Prefácio, Sugestões ao Professor, Amor, Amor de Deus na criação, Eu com o meu Deus, Eu comigo mesmo, Eu com o meu próximo, Família, Função da Família, Autoridade na Família, Disciplina na Família, O relacionamento na Família, Fé, Eu imagem e semelhança de Deus, Eu preciso da natureza para viver, Eu tenho valor, Eu um ser transformador , Vida, Eu e a vida, Eu no mundo criado por Deus, Eu e meu corpo, Eu um ser responsável, Conclusão, Entidades

A proposta une um atentado contra o estado de direito -laico po excelência- com o preconceito contra religiões que não são monoteístas, e contra aqueles que se reservam no direito de não possuir nenhuma religião. Veja bem é possuir mesmo, religião é uma questão de foro ínitmo e ninguém pode ser coagido (por mais "bonito" que seja um tópico como Eu com o meu Deus, é coerção sim) a acreditar em um deus.

Há temas absurdos como EU NO MUNDO CRIADO POR DEUS que é difícil para um cabeça que tenha um mínimo de corência até comentar. É dar brecha para que o espaço da escola, dedicado a reflexão e exercício do saber, seja usado para se ensinar que todos viemos de Adão e Eva.

Isso tá bem longe de ser uma brincadeira, muito pelo contrário é fruto de um atraso brutal do estado em que vivemos. Vale lembrar que a secretária de educação do estado e o conselho estadual de educação afirmaram que não inserirão Sociologia e Filosofia no currículo do ensino médio, como deveria ser feito seguindo a resolução n 4 do Conselho Nacional de Educação.

Ou seja tucha-se deus e o que mais seja no ensino fundamental e impede-se o ensino de Filosofia e Sociologia no ensino médio. Preferem tratar de Fé do que de Dialética. É o primeiro passo para, por exemplo, deixar de ser ensinado o darwinismo como teoria científica em sala de aula.

Ai vai uma das frases da deputada autora do projeto:
"Queremos construir o caráter das crianças por meio de Deus".

Isso obviamente numa escola pública, que é sustentada por todos os cidadão independente de credo e tudo mais; impressionante. Torna-se então mais importante falar de EU UM SER RESPONSÁVEL sob a perspectiva de um formação de caráter por meio de deus do que discutir Spinoza em sala de aula.

Analisar o que se ensina e o que não se ensina na escola é um bom recorte para analisarmos a sociedade em que vivemos. E enfim o lugar de deus, definitivamente, não é na escola mas bem longe dela.

Aqui vai um grande acervo de cosias publicadas sobre o tema (blog do roberto romano).

Aqui um abaixo assinado pedindo o veto de José Serra ao projeto (é noc anto direito do site).

e abaico a lista de associações que apoiaram a aprovação do projeto provavlemente com o intuito de arrebanhar alguns cordeiros para seus rebanhos:

• A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons)
• Arquidiocese de Sorocaba
• Centro Espírita Templo de Umbanda “Sete Giras”
• Igreja Batista Central de Sorocaba
• Igreja Católica Apostólica Romana
• Igreja Evangélica Luterana do Brasil
• Igreja do Evangelho Quadrangular
• Igreja Presbiteriana do Brasil
• União Social Espírita – Intermunicipal de Sorocaba

e por fim deus por Laerte:

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3 de out. de 2007

enquanto isso, embaixo da terra...

Não bastasse ser responsável por um desabamento catastrófico e por um erro grotesco na ligação de dois túneis o Consórcio Via Amarela ainda quer que o Metrô ( ou seja, os cofres públicos) banquem os gastos do consórcio durante o período em que as obras foram obrigadas a serem paralisadas entre fevereiro e maio.

Esse é o modelo de choque de gestão tucano, o modo de contratação para obra pública que deveria ser símbolo tá se tornando isso ai um modelo de negócio onde o povo é obrigado a pagar a incompetência das empresas.

caetano.

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+ punição

Três estudantes da UNESP de Araraquara estão sendo punidos pela ocupação da diretoria da Faculdade de Ciências e Letras no primeiro semestre. Júlia Eid, Lara Spoto e Tiago de Oliveira são condenados a pagar R$1.000 cada.

Vale lembrar que a ocupação contava com algo em torno de 100 estudantes e houve um acordo com o Reitor Marcos Macari, após a desocupação, de que a UNESP não daria sequência com os processos na Justiça.

Tiago Oliveira declarou "Fomos colocados como responsáveis tanto pela quebra dos bancos (a respeito de um outro ato realizado, dessa vez contra a instalação de caixas bancários no Campus) quanto pela ocupação. A diretoria entregou para a Justiça nossa ficha acadêmica no processo"

caetano.

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Sinal dos tempos.

O novo disco do Radioheado (in rainbows) já está com pre vendas disponíveis. Até ai ok, a novidade é que quem escolhe o preço da versão para download é o prórprio público. Você pede e diz quanto quer pagar, e não tem sequer um preço mínimo!!!

Seria a versão brtitânica do "quer pagar quanto" das casas bahia?

A "versão cd" por um outro lado custa 40 libras.
e imagino eu deve ter todos os reuintes de um cd bem produzido, encarte legal e coisas do gênero.

mais: radiohead store

caetano.

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Retrospectiva 68 - Parte 10

É complicado manter um Blog. A necessidade de atualiza-lo diariamente, mesmo com pelo menos mais 2 colaboradores fixos, é pesada e difícil. Decidimos por uma linha editorial complexada, que requer muita leitura e apronfundamento nos temas, coisa que só alguns jornalistas "gente grande" conseguem, talvés por serem pagos para isso... Enfim, na verdade esse é só mais um pedido de desculpas.

Mal ai...

Dando continuidade as postagens "diárias" da retrospectiva dos últimos dias de vida do Meiaoito, coloco no ar a décima parte. As tiras de hoje foram publicadas nos dias 6 (duas), 7, 9 e 10 de Julho no jornal Folha de São Paulo. Vale lembrar que o Meiaoito é um personagem do Angeli. Essa em parte em especial é muito boa. Tem todas as alucinações dele no banheiro, revendo os fantasmas do passado. Segue.

Douglas

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28 de set. de 2007

Manifesto da Congregação da Fac. de Educação da Unicamp em relação às punições referentes à ocupação da DAC

A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, em sua 216a reunião ordinária, no dia 26 de setembro de 2007, aprovou, por unanimidade, esta manifestação pública acerca dos recentes desdobramentos no interior da universidade relativos à ocupação do espaço institucional da Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAC), ocorrida por deliberação do movimento estudantil organizado, no contexto da última greve de professores, funcionários e estudantes das universidades públicas paulistas.

Foi com estranhamento, pesar e apreensão que assistimos à instalação de uma comissão de processo sumário, mesmo após a comissão de apuração de responsabilidades ter registrado que nenhum dano material ocorreu no processo de ocupação da DAC. Estas ações, expressamente legalistas, intimidadoras e orientadas por um desejo inadmissível de criminalização do movimento estudantil e de viabilização de punições exemplares, pautam-se em disposições disciplinares internas que, infelizmente, amparadas pelo Regimento Geral da UNICAMP, não são condizentes com os princípios democráticos relativos às liberdades de organização, manifestação e expressão, garantidas pela Constituição brasileira em vigor.

Ao mesmo tempo, tais práticas disciplinares não deixam espaço para o reconhecimento do caráter político de resistência organizada em que se pautaram, não só as ações do segmento estudantil de ocupação simbólica de espaços institucionais, mas, também, as de docentes e funcionários no interior de um movimento mais amplo de mobilização da comunidade universitária, em defesa da autonomia das três universidades públicas paulistas, fortemente agredidas pelos decretos do Governo do Estado, autoritários, anti-democráticos e de natureza intervencionista.

Acabamos de celebrar quatro décadas de vida universitária na Unicamp. Nossa história política e institucional registra, no transcorrer desses 40 anos, inolvidáveis e destacados momentos de luta, de enfrentamentos e de defesas, coletivas e sociais, de direitos à expressão cultural, de manifestação política e identidade pluralista. Tenhamos a dignidade de reforçar essa identidade democrática tão arduamente conquistada. Qualquer punição à manifestação política dos estudantes por ocasião da greve que marcou nossa história institucional neste ano de 2007 não será coerente com os princípios norteadores de uma universidade que tem assumido, historicamente, a missão de educar para a liberdade, de formar para o respeito à diversidade e de atuar na direção do bem público e comum. As liturgias de vigiar e punir se prestam mais a identificar sociedades disciplinares e totalitárias, distantes da natureza cívica e democrática de uma comunidade de pesquisadores, educadores e espíritos emancipados.

Se no interior destas lutas pela autonomia universitária, um aluno for punido, justamente por ter-se envolvido em um movimento legítimo e coletivo, qualquer que seja a punição, perde a Unicamp - enquanto universidade pública, gratuita e de qualidade -, perde a democracia.

Nesse sentido, a Congregação da Faculdade de Educação não só torna pública a sua indignação em relação à instalação e à delegação de poder institucional à comissão de processo sumário para deliberar sobre o episódio específico de ocupação, como também vem solicitar ao Magnífico Reitor da Unicamp a imediata suspensão das atividades dessa comissão e o compromisso público com a não punição de quaisquer estudantes envolvidos com o episódio da ocupação simbólica da DAC.

Trata-se, portanto, de momento propício para, ao invés de reforçar as práticas punitivas, envidar esforços para desencadear, através dos meios institucionais vigentes na UNICAMP, uma ampla revisão de seus mecanismos de cunho disciplinar, militarista ou inquisitorial, para a apropriação de formas colegiadas dialógicas, sensíveis, de expressão pública das diferenças e contradições, próprias de uma sociedade que tenta superar as dominações.

Congregação da Faculdade de Educação da Unicamp, 26 de setembro de 2007.

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Quanto às punições

Hoje pela amanhã (agora há pouco na real) houve uma manifestação realizada pelos estudantes da unicamp em frente ao centro de convenções da universidade. Os protestos foram centrados contra as possíveis punições a alguns dos integrantes do movimento de greve e de ocupações. Atualmente 5 alunos da graduação da UNICAMP sofrem processo de sindicância sem direito a plena defesa. Na primeira reunião com a presença dos alunos acusados a comissão de sindicância, dirigida pelo professor Paulo Mazzafera, tentou impedir a entrada do advogado dos estudantes.

No local onde hoje se realizou o ato aconteceria um fórum de debates sobre o ensino superior com várias personalidades, entre elas Carlos Vogt, secretário do ensino superior, proferindo uma palestra. Misteriosamente o secretário cancelou de útlima hora sua vinda à UNICAMP.


Até algumas horas atrás um dos auditórios do centro de convenções era ocupado por estudantes que debatiam sobre conjuntura política.
aqui ao lado Carlos Vogt que aceita discutir ensino superior só em seus termos.




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25 de set. de 2007

Mano Brown no Roda viva?

"Cuba deixou de tentar ser Nova Iorque para ser, pelo menos, Cuba.
O Brasil quer ser Nova Iorque."
Mano Brown, Roda viva.

São raros os momentos em que as duas esferas do Brasil entram em uma conversa civilizada dentro de um espaço midiático tradicional. O programa Roda viva, da TV Cultura é um desses espaços, e dos bem reconhecidos. Nessa semana, o entrevistado foi Mano Brown, dos Racionais MC, que dispensa apresentações. Foi um programa interessante, tanto pelas ações dos entrevistadores quanto pelo entrevistado.

Criticidade

Mano Brown é uma voz crítica, antes de tudo. Crítico no sentido de conexão total com a sua realidade objetiva, na negação de tudo que poderia nublar sua visão sobre o seu entorno. Ele enxerga a sua história e as outras histórias ao seu redor a partir de seu próprio ponto de vista, dando peso e importância para elas, ao mesmo tempo em que é consciente de como é relativa a posição de onde ele enxerga. Ele é ele e a realidade é a realidade e ele carrega sempre em sua fala as marcas dessa realidade como ela é entendida e vivida por ele, Mano Brown.

Penso que não é razoável eu tentar aqui resumir as idéias faladas por ele na entrevista, porque elas com certeza perderiam muito da claridade e das distinções sutis que ele coloca. Creio que basta dizer que, ao meu ver, ele tem uma postura ferozmente radical sobre a sociedade brasileira. Radical no sentido primordial, de raíz, de encarar os fundamentos de tudo e de pensar na realidade objetiva (essa é a palavra-chave) das coisas, defendendo o princípio da "atitude", do ato, da ação, coletiva e voltada ao seu entorno. No contexto da radicalidade dessa posição, fica claro que seu falar tem que ser categórico, tem que recortar o mundo para poder agir sobre ele e também para entendê-lo. Mano Brown sabe que é necessário esclarecer as divisões fundamentais e estabelecer pontos básicos, de onde ele parte para a argumentação de suas posições.

Entrevistadores

Ficou claro também que a divisão entre os entrevistadores e o entrevistado não existia apenas como a divisão de papéis dentro do programa. Ali estavam presentes e marcadas no mínimo duas posições diferentes e conflitantes quanto à realidade nacional. Mano Brown fala de seu entorno, da periferia, da auto-organização das favelas, do caráter opressor das leis do país, do desconhecimento do resto da sociedade sobre a situação do pobre e do morador da favela, da diferença cultural entre o branco e o negro. Enquanto isso, os entrevistadores insistiram em perguntas sobre suas posições individuais, íntimas, quase emotivas; como diz Marilena Chauí, perguntar demais sobre o âmbito íntimo e familiar de uma pessoa diminui sua significância social e seu caráter de posição racional e é uma das rotinas mais comuns da grande mídia justamente por isso. O segundo bloco do Roda viva foi exatamente isso.

Em outros momentos, os entrevistadores tentaram armar arapucas sutis para que ele dissesse as polêmicas que queriam ouvir sobre o tráfico, sobre as drogas, armadilhas essas destinadas a dar munição a comentadores da grande mídia (vá ver o que o Reinaldo Azevedo escreveu sobre a entrevista) para acusar Mano Brown de infrator, de lulista, de fazer apologias. Penso que, como o próprio rapper falou, eles pegaram leve, afinal de contas, ele já está mais do que escolado para evitar armadilhas tão banais e ao mesmo tempo afirmar suas posições, sem fugir da responsabilidade e das possíveis polêmicas de dizer a verdade; esse modo de proceder dos entrevistadores revelou seu desconhecimento do entrevistado, além de seus medo e desprezo por ele, assim como a necessidade de servir ao establishment. Eles queriam alguma polêmica saindo dali, mas o rapper falou com tanta autoridade, fundamentada, ainda que rústica e simples, que qualquer um aberto a realmente ouvir o que ele estava dizendo entenderia a real natureza daquilo e não se perderia em tentativas de achar provas para algum tipo de condenação.

Opine!
Enric "Grama" Llagostera

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24 de set. de 2007

Mídias eu-cêntricas

Em palestra na sede da revista Caros Amigos sábado o professor e jornalista Cláudio Tognolli criticou aqueles que se denominam como sem mídias. São blogueiros alinhados com o pensamento de esquerda e que constituiram agora uma rede chamada sivuca. Na visão de Tognolli o termo sem mídia é totalmente antiquado e fora de propósito pois vivemos no momento justamente o contrário, são os "com mídia". Reclamar da falta de meios hoje não condiz mais uma vez que com blogs e youtubes da vida a produção de conteúdo está de fato pulverizada.

A realidade da internet atual permite a todos se expressaram a partir de seus microcosmos e editarem seu consumo de informções com muito mais liberdade. O mais impressionante é que essa guetificação isso vem ganhando credibilidade frente aos grandes veículos de comunicação, ou seja ninguém mais quer (ou há uma tendência a não querer) o formato "quadrado" de emissor e receptor de conteúdo.

Não sou autoridade pra discutir mais asusnto assim vale mais a pena ler um artigo do próprio Tognolli aqui.

alguns links tb que enriquecem a discussão sobre o tema:
Thundervox ("web tv" feita pelo thinderbird)


New York Times de hoje (se adaptando a essa nova realidade abriu totalmente seu conteúdo)
Desculpe a Poeira (blog de ricardo lombardi que comenta matérias de diversas publicações gringas)

obs.penso agora sobre o assunto e após alguma reflexão tentarei escrever algo. Mas digo, e o "Buzina" está de prova, que a palestra do Cláudio foi um turbilhão de informações ainda a serem digeridas... valeu muito a pena

cae.

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20 de set. de 2007

Redução da pobreza? Eu que fiz!

ou Como se fala de redução de pobreza?

Essa é uma boa pergunta a se fazer no atual momento, tendo em vista os resultados do estudo “Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: o Real do Lula”, realizado pela FGV. Antes de continuar, favor reparar melhor no título pouco parcial do estudo que, ao associar a diminuição da desigualdade social durante o governo Lula com o plano Real de FHC, deixa claro que a instituição está longe de fazer numerologia chapa-branca para o atual presidente.


De acordo com os dados desse estudo, o número de miseráveis no Brasil (pessoas que vivem com menos de 125 reais por mês) diminuiu significativamente nos últimos anos. Só de 2005 para 2006, quase 6 milhões de pessoas saíram debaixo da linha da pobreza absoluta. "Ó, somos um país civilizado agora..." Não, não é isso que estou falando: em números absolutos, a redução foi de 42.033.587 pessoas em 2005 para 36.153.687 em 2006. É claro que isso é um grande avanço, um avanço fundamental, mas está muitíssimo longe de ser suficiente. A parcela mais invisível, destruída e brutalizada de nossa população está melhorando suas condições de vida em ritmo acelerado e recorde e isso é algo importante demais para passar despercebido, mesmo para a mídia que os delega à invisibilidade e à inexistência.

Não me interessa discutir exatamente os dados estatísticos desse estudo (para quem quiser mais informações sobre o mesmo, visite esse artigo da Carta Maior). O que penso ser interessante é o relativo silêncio da grande mídia e seu peculiar modo de noticiar. Como não podia deixar de ser, o grande jonalão que acompanho, a Folha, lançou matérias sobre o assunto, mas não pôde, em nenhuma delas (matéria 1 e matéria 2 ), deixar de dar boa parte dos méritos do atual avanço contra a pobreza para o ex-presidente FHC. Além disso, não foi citada a autoria do estudo como sendo realizado por um centro de pesquisas ligado à FGV. Da maneira que está escrito nas matérias, parece que esse centro existe autonomamente e sem filiação nenhuma, o que deixa no ar uma possível orientação chapa-branca, além de tirar crédito e autoridade sobre os resultados.

É impressionante que uma notícia desse peso (6 milhões de pessoas!) seja tratada como uma matéria menor, com menos linhas que um resumo de jogo entre Cruzeiro e Atlético Mineiro (jogaço). Politicamente, isso demonstra, sem rodeios, o desprezo desses grandes meios pelos assuntos que realmente afetam a massa do povo brasileiro, além do total compromentimento desses meios com a alienação do povo quanto à sua própria condição. Também é notável a vontade de manter o capital político de grupos da oposição ao se transferir o mérito principal para o governo anterior, do PSDB. Como pode ser que a redução da pobreza pode ser comparada ao plano Real? Qual é a natureza de cada uma dessas medidas políticas? Penso que uma é completamente diferente da outra em natureza, alcance e objetivo e a mera comparação dos dois já representa uma tentativa de distorcer a natureza de um para render dividendos ao outro.

Ah! E pesquisas de popularidade no Ibope são muito mais importantes que miseráveis, não?


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Enric "Grama" Llagostera

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