3 de ago de 2007

Se Hitler invadisse o inferno, eu apoiaria o diabo (Churchill). Eu nao apoio o diabo, nem Hitler. Que ambos se danem. Por Roberto Romano

O professor Roberto Romano comenta a situação nacional.

Se Hitler invadisse o inferno, eu apoiaria o diabo (Churchill). Eu nao apoio o diabo, nem Hitler. Que ambos se danem

www.robertounicamp.blogspot.com




Premio Garotinho de Ouro, divido entre as duas alas Maria Antonieta, a dos cansados e dos que nos cansam, a que vive na Daslu e a que vive no Palácio do Planalto. Afinal, os dois espaços constituem um só, com a mesma tolice, a mesma arrogância, a mesma irresponsabilidade diante dos problemas públicos. Quero que as duas alas sigam para o inferno.

Me desculpem os amigos, mas não posso apoiar movimentos Maria Antonieta, se é que me entendem. E não posso deixar de lado a crítica aos absolutistas analfabetos e arrogantes do Planalto. Continuarei longe dos primeiros e, enquanto puder, invectivarei os segundos, mesmo com as recentes ameaças recebidas.



Num canto, os que habitam a Casa Grande estão cansados e não querem mais os velhos corredores, os tapetes persas puidos, as cortinas de seda italiana tisnadas pelo amarelo do tempo, etc.

Eles exigem mudanças para garantir seu bem estar, segurança, saúde especial, seus carros importados, relógios idem, sapatos também, sacolas LV, etc. Estão cansados de ameaças à sua parte do PIB, algo que sua classe tem como garantida na maior parcela. A casa Grande dos aeroportos e rotas de jatinhos, jatões e primeiras classes, precisa ser melhorada e já! Sugestão: que sejam construídos aeroportos segundo o paradigma DASLU: só entrarão neles, os que provarem ter a burra cheia de ações, ouro, etc. As linhas serão distribúidas segundo os indicadores de riqueza. No saguão, espaço para cachorrinhos de luxo (penteador, perfumador, compra de jóias, etc, tudo para o bem estar dos bichinhos). A segurança: haverá um exército de policiais ao redor das casas ricas dos jardins, com muros que separem os pobres. O exército será mantido pelos Bancos (no uniforme dos guardas, fornecido por Armani e quejandos, virá o logo deste ou daquele dono benemérito das finanças) e para ultrapassar as sentinelas, será preciso passaporte emitido nos escritórios do Partido dos Trabalhadores, o mais autorizado a controlar gente pobre. Saúde: nos aeroportos Daslu, haverá uma ponte aérea para que os belos e ricos sigam direto para os EUA ou Europa, terras onde existe ciência e técnica valorizadas e caras, a serviço dos melhores, se é que vocês me entendem. Educação: será decretado pelo presidente perpétuo do Brasil, Mr. Lulla da Silva, que os filhos do PIB gordo serão educados no estrangeiro, para não assumir os péssimos trejeitos do povão brasileiro que sabe apenas reclamar dos impostos e nada faz, nada sabe, nada ouve, nada enxerga da "realidade".

E os atuais aeroportos serão destinados à Senzala. Como agora. E as atuais escolas, idem. E os serviços de saúde também.


Entre os aeroportos chiquérrimos e as pocilgas, bases de vôo rumo à morte ou ao desespero (uma só e mesma coisa, Brasil...) em lugar absolutamente separado das pessoas comuns, ricas ou pobres, haverá um heliporto, um aeroporto, e tudo mais destinado apenas às autoridades civís e militares. As eclesiásticas que se pelem com a plebe. Quem mandou fazer opção preferencial pelos pobres?

4 comentários:

Cauê disse...

tá muito legal o blog, cae.
já viu esse aqui?

http://tocansadinho.blogspot.com/

Grama disse...

Não concordo com esse texto do Romano.

Por mim, ele o escreveu com uma arrogância maior até do que a que aponta nos "absolutistas analfabetos e arrogantes". Não concordo com o "Cansei" (pelamor de Deus, que que é isso? Cansei de ser milionário? Cansei do sistema que me sustenta? Cansei do estado das coisas que tanto me esforço em manter?) e também acho que o governo está patinando e fazendo besteira adoidado.
O cenário hipotético desenhado pelo professor é bem rico em realidade, mas não consigo concordar com a parte que diz que Lula só ajuda a elite. é muito mais complexo do que isso, e o Romano sabe disso. Eu acho. Penseo que é impossível não perceber, nessa democracia com opções sem muito contraste, as diferenças que aí estão. Se essas diferenças não existissem, não haveriam motivos para que essa elite se cansasse só agora, entende?

E esse final colocando as autoridades eclesiásticas junto com o povo, como vítima, é de doer, sinceramente.

Grama disse...

E outra: que título ruim, na boa!

cae disse...

penso com "absolutistas analfabetos e arrogantes" esa eltie sindical que lula alocou, emg rande parte, ems eu governo. Interessados apenas na chegado ao poder e não em governarem para os trabalhadores. E lula defato representa a continuidade de um distem que beneficia os mais ricos, que os acomoda, não rompe com um lógico que nos tem levado a mais e mais miséria.