21 de dez de 2007

Transposição do São Francisco

A fome de miséria do Bispo

por Rodrigo Guéron filósofo, editor da Global/Brasil e professor da UERJ.

Os que apóiam Dom Cappio não podem ser de esquerda. Tornaram-se cúmplices e motores de um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que glorifica exatamente aquilo que precisa ser vencido: fome, sofrimento e morte.

um trecho do artigo: (...)O ato do bispo é, em primeiro lugar, um culto à fome, ao sofrimento e em última análise à própria morte. O bispo se auto-exalta, e é exaltado, como alguém que seria mais virtuoso que os outros porque sofre e passa fome. Isso o faria uma espécie de portador da verdade. Ou seja, fome e sofrimento seriam uma espécie de passaporte para a bem. Dessa maneira, no entanto, o bispo restaura o próprio circuito de miséria, violência endêmica e poder, que se fecha numa lógica, num sentido, que há mais de um século aprisiona a vida, e conseqüentemente a política, no Nordeste.(...)

e o artigo completo aqui.

cae...

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Polegar Opositor

Meu amigo Henrique Cartaxo, o popular Baiano, criou um Blog e me convidou para participar. Ainda não escrevi nada, mas tenho algumas coisas em mente já. O Polegar Opositor, nome do blog, segue uma linha um pouco diferente da nossa aqui no ParouParou, trata de cultura enquanto aqui tratamos mais de política.

Bem, o negócio é que de hoje em diante eu vou começar a postar coisas mais "culturais" lá, seja lá o que isso quer dizer. Convido todos os nossos poucos leitores a frequenterem nosso blog primo também. O endereço é:


É isso. Boa leitura.

Douglas

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Cinema Nacional II

O site Omelete publicou essa crítica sobre o mais novo filme da Xuxa. Tem a ver com o meu post anterior. Erraram o nome do filme, mas isso não faz muita diferença, não faz diferença nenhuma na verdade.

Xuxa em Sonho de Criança

No filme, Maria da Graça Meneghel sonha em ser atriz. (Na vida real ela já desistiu?)

20/12/2007 Marcelo Forlani

Seguindo a tradicional penitência de fim de ano para garantir os presentes de Natal, fui à pré-estréia de Xuxa em Sonho de Criança (2007). Mas depois do que aconteceu ano passado, quando celulares tocaram sem parar, pessoas andaram pela sala e a conversa parecia estar liberada, decidi que ia agir como um súdito da Rainha dos Baixinhos. Sem me preocupar com o próximo, comi de boca aberta, liguei para uns amigos e pisei em alguns pés quando saí da sala no meio da sessão pra ver se a loira estava por perto. E sabe qual foi o resultado? Me mandaram parar quieto. Disseram que eu estava atrapalhando. E quando me sentei, percebi que o filme realmente era bom!

NOOOOOOOOOOOOOOOOTTTTTTTTTTT!

É claro que nada disso aconteceu. Eu não conseguiria criar tamanha algazarra em um cinema, e acho que aquelas pessoas não iam reclamar, afinal, é o hábito delas. E um filme da Xuxa jamais vai ser bom! Se nem agora, em parceria com a Conspiração Filmes (produtora de Eu Tu Eles, O Homem do Ano, Redentor, Casa de Areia, 2 Filhos de Francisco ), o projeto trilhou o bom caminho, é porque assim será até o fim dos tempos. E mais uma vez, para poupar você, assíduo leitor, do sofrimento e deste desnecessário gasto, aqui está o resumo do que o projeto tem de melhor e pior.

Melhor: hmmmm... pois é...

Pior: O filme não tem cores. E não estou sendo poético. A cópia que foi exibida não tinha vermelhos vivos, no máximo tons avermelhados, e em muitas cenas o fundo estava "estourado", todo branco, sabe, como se não houvesse cenário? A trilha sonora está alta, atravessa as falas dos atores e muda o tom do filme do dramático para o pastelão em questão de microssegundos. Convenhamos, é complicado dar a lição de moral, e em seguida jogar uma torta na cara do personagem, né? As crianças não sabem atuar. Tudo bem, a Xuxa também não (ah vá!).

Sobre a história: Maria da Graça Meneghel interpreta Kika, uma professora de matemática que quer ser atriz. Depois de fracassar em mais um teste na sua cidade, ela decide que vai para o Rio de Janeiro tentar a sorte em uma novela. Ao chegar na rodoviária, percebe que perdeu a carteira e acaba brigando com sua melhor amiga, Lara (Alice Borges). Deprimida, conhece uma senhora (Dirce Migliaccio) que está levando sua netinha (Raquel Bonfante) para (adivinha!) o Rio de Janeiro, onde ela vai fazer uma prova para uma bolsa de estudos de informática. Bom, deixando de lado o detalhe de que a menina está indo viajar com uma cesta de piquenique (!?), Kika pega no sono e acorda sabendo que a polícia está atrás dela.

E a partir daí é ladeira abaixo. Para fugir dos problemas, ela aceita um doce da boa velhinha e, num passe de mágica, se transforma em uma menina novamente. Nesta altura, a vozinha já comprou uma passagem (mesmo sendo um ônibus fretado) para "Kikinha" (Letícia Botelho) e elas seguem em direção à capital. A viagem, que deveria ser curta, é interrompida quando o ônibus pifa. Problemas à vista? Que nada, apesar de ninguém mais usar aquela estrada, tem ali um hotel que está sempre vazio e com espaço pra todo mundo. E o melhor, com uma passagem secreta para a cidade ecologicamente ideal, onde mora o interesse romântico de Kika, Ricardo (Carlos Casagrande). E tome discurso pronto de que temos de criar um mundo sustentável e que pequenos atos fazem grandes diferenças!

Pra acabar, depois de explicar que tudo aquilo não passava de um sonho (pros outros, porque pra mim foi mais um pesadelo) vem mais uma lição de moral. Usando o bordão "querer-poder-e-consequir", Kika fala que o sonho de ser atriz talvez não fosse para ela. Que a vida estava dando sinais de que ela tinha mesmo é que trabalhar com as crianças. Opa, calma lá! Pára e rebobina! Se o sonho dela era ser atriz e ela não consegue, então o lance do "querer-poder-e-conseguir" não funciona! Onde está a mensagem do filme, então? Será que é ensinar a aceitar docinhos que velhinhas dão em banheiros de rodoviária?

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Contando os corpos

Analisando as notícias do Estadão pode-se notar que só nesse mês incursões israelenses à faixa de gaza resultaram na morte de 25 palestinos. Bom, esses são os números noticiados no Brasil, é possível que na realidade eles sejam diferentes mas enfim dar visibilidade ao menos a esses que temos acesso é fundamental, principalmente porque normalmente eles passam como se fosse algo cotidiano, algo que já estamos acostumados.


mais aqui.



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20 de dez de 2007

Cinema Nacional

Saiu na Folha hoje o texto abaixo. Faz uma reflexão sobre o cinema nacional e a as propostas de cota para exibição. Mais tarde eu posto uns comentários a respeito do tema. Acabei de voltar com uma dor de cabeça fabulosa do supermercado. Natal né! Pois é...

Douglas

MARCOS AUGUSTO GONÇALVES

Cinema reservado

O cinema não foi feito para humilhar ninguém, embora no Brasil às vezes tenha-se a impressão de que sim

OS CINEASTAS brasileiros querem aumentar a reserva de mercado para a produção nacional. É uma reivindicação legítima. Como seria legítimo eu, como espectador, reivindicar filmes melhores. Não apenas por gostar da cultura brasileira e querer vê-la florescer, mas também pelo fato de o cinema nacional ser amplamente financiado com dinheiro público.

Não é improvável que o espectador médio veja com antipatia a idéia da "cota de tela", que impõe ao mercado um critério baseado na nacionalidade. A turma da pipoca, em busca de entretenimento, muito possivelmente prefere maus filmes americanos a maus filmes brasileiros (talvez até a bons). A reserva de mercado vem com um certo ranço antiamericanista, e é bom lembrar que, queiramos ou não, o cinema americano faz parte da cultura brasileira, como faz parte da cultura global. Formou platéias, definiu um gosto, fixou-se na memória cultural e afetiva do país.

Já o cinema brasileiro tem vivido de surtos. É de Ferreira Gullar a célebre frase: "A crase não foi feita para humilhar ninguém". Eu diria que o cinema também não, embora no Brasil às vezes tenha-se a impressão de que sim.

É verdade que temos visto bons filmes, mas é verdade também que produzimos uma prodigiosa safra de abacaxis, que não atrai público nem eleva o padrão da cinematografia. Por que num ambiente de recursos tão escassos gasta-se com tanto lixo? Será que mais "cota de tela" vai se traduzir em mais qualidade? Ou apenas em mais salas vazias?

Sempre é possível fazer raciocínios não muito complicados que acenem com a probabilidade de que no futuro o arco de filmes de qualidade se amplie, caso defendamos hoje medidas que "fomentem o desenvolvimento" da nossa indústria. Mas será que as atuais regras são as mais adequadas?

Não se trata de enveredar pelo blablablá mercadista bravateiro, mas de discutir a qualidade das políticas públicas para o setor, se elas são uma plataforma de fomento ou uma distribuição ineficiente de recursos, sem risco e contrapartidas, que tende a se perpetuar em meio a pressões por mais proteção.

É claro que políticas de incentivo exigem medidas que possam conferir mais equilíbrio a uma concorrência assimétrica, mas filmes que saem do forno pagos, não geram público e são exibidos por força de cotas não parecem ser o melhor caminho. É preciso pensar aonde se quer chegar -e se é que se pode chegar com as regras atuais.

*

Estamos em plena temporada de peregrinação consumista. Massas dirigem-se em romaria aos shoppings e ruas de comércio popular. Em meio ao calor e à chuva gosmenta, a legião de papais noéis encasacados que invade a cidade, conduzindo renas entre flocos de algodão, acentua a atmosfera surrealista do frenesi de fim de ano. Nada traduz melhor meu estado de espírito nestes dias do que o cartum do genial Jaguar na capa da "Piauí": um Papai Noel patético, de braços abertos, dizendo: "Estou sem saco pro Natal!".

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leia hoje o que você vai ler amanhã

Um grande marco na era dos "jornais-digitais" foi quando o N.Y.Times disponibilizou, gratuitamente, todo seu conteúdo. Ótimo, pô, excelente. O Le Monde agora faz uma outra coisa, muito legal também, disponibiliza hoje a versão eletrônica do jornal que vai às bancas amanhã! A versão eletrônica é bem feita, realmente é o jornal no computador, prático de ler e tudo mais... quer dizer aparentemente porque com meu francês só foi possível mesmo saber que o jornal era de sexta feira e achar tudo muito elegante...hehehe.

Isso me lembra o acontecido na votação do referendo na Venezuela. Na segunda feira de manhã todos os jornais estampavam "chavez vai ganhar" "pesquisas mostram: surge o novo ditador", " o povo apóia o capeta" e coisas do gênero, porém a maioria das pessoas já sabiam que o resultado havia sido a derrota da proposta defendida pelo presidente venezuelano. Se antigamente o jornal de hoje era o lixo de amanhã, agora ele já é o lixo do próprio dia.

Quem quiser confira o le monde aqui.  


 a cópia do sítio do Le Monde, mais ou menos no centro da página, um pouco pra direita dá pra ver: "L'edition du 21 dècembre 2007 est en ligne. Que, traduzindo significa: a edição de 21 de dezembro de 2007 está em linha. 

cae, hoje com o senso de humor péssimo...

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17 de dez de 2007

Um fanfarrão....


Veja a declaração do prefeito de São Paulo, Alvaro Kassab (demo), comentando a recente pesquisa datafolha  em que a reprovação à sua administração aumentou de 23% para 31% e a aprovação passou de 31% para 33% (margem de erro de 3 pontos percentuais):

"Fico feliz por ver que o trabalho está sendo reconhecido por um número crescente de paulistanos. Isso nos dá mais razões para trablhar, trabalhar e trabalhar pela cidade"

Confesso que ri muito quando li,e até achei que tinha analisado errado a pesquisa, mas não. Ele realmente desencanou até de dar uma desculpa esfarrapada e decidiu apelar falando qualquer coisa que parecesse positiva; um blá, blá, blá sobre trabalho, trabalho, trabalho (me lembrou o Maluf). 
É ridículo, do tipo " se eu ficar enfatizando uma mentira, com convicção, todo mundo vai aceitar".... deprimente. Aliás a imagem acima - também deprimente - é de quando ele surtou e começou a gritar com um sujeito que protestava contra a lei "cidade limpa" (que por sua vez só mostrou como a cidade é suja).
mais aqui.

cae...

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16 de dez de 2007

Cuba inaugura escultura anti-EUA de Oscar Niemeyer


A escultura em si são esses risquinhos vermelhos, feita em metal seguindo exatamente os traços de Niemeyer. Trata-se de um sujeitinho segurando uma bandeira cubana frente a um monstro, os EUA. Ao fundo, o auditório da Universidad de las Ciencias Informáticas de Cuba. A escutura já está pronta, o auditório em construção.

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homenagem III

"a mediocridade ativa é uma merda"
oscar niemeyer



Trailler o documentário A Vida É um Sopro... falam nesses trechos cihco buarqur, ferreira gullar e eduardo galeano, além, é claro, do próprio niemeyer.


cae

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