8 de abr de 2008

UFMG pela Unicamp

O Carnaval de 2005 me reservou uma série de surpresas. Segunda-Feira, antes da festa começar, saiu o resultado do vestibular da UFMG. Finalmente, após dois anos de cursinho, eu consegui entrar em um curso que realmente queria, numa universidade pública localizada em uma das cidades que mais gosto. Rolou um churrascão, enchi a cara, raspei cabelo e barba, posteriormente a perna, chorei. Foi muito bacana.

Terça de manhã peguei um onibus de Itatiba para Bragança e de lá para Cambuí, minha cidade natal em Minas, com muita felicidade e dois litros de whisk dos bons na mochila. Chegando lá, fui conhecer a casa que alugamos para passar o Carnaval, recebi os cumprimentos de várias pessoas, muita alegria, muita felicidade. Papo foi, papo veio e em 6 enxugamos o Grant´s e o Red. A caixa de cerveja também.

A pingaiada proseguiu pela semana toda. Sairam também os resultados da Casper Líbero e da Unesp, todos comemorados com mais alguns litros de álcool no sangue, mas o ponto culminante foi na Sexta, com o resultado a Unicamp. Cana, pedágio, quase briga e cigarros regaram o dia. Roupas femininas, maquiagem, meia arrastão e mais cana regaram a noite. Dai pra frente foi um Carnaval muito feliz...

Mas em meio a tantos resultados eu tive de fazer uma escolha. Na UFMG existem turmas de primeiro e segundo semestre, ou seja, todos os semestres possuem recepção de calouros. Eu havia passado em 89º lugar de 90 alunos de Comunicação Social, o que me colocava como o penultimo chamado da segunda turma. Na Unicamp não existe isso. As turmas são anuais. Diante da possibilidade de ficar meio ano parado optei, mesmo não sendo minha primeira opção, por Midialogia na Unicamp.

Nunca fui muito seguro quanto a essa escolha. Vez ou outra me pego pensando se seria melhor ter esperado e aproveitado o semestre livre para fazer uma viagem, ou coisa do tipo, e estudar na UFMG. Seriam os professores melhores, assim como o curso? Na minha cabeça sim. Além disso a universidade teria mais recursos e a vida seria mais simples. Certamente tudo isso foi resultado do trote, uma perfeita integração de álcool, amigos e felicidade que a UFMG iniciou. Ontem a noite, entretanto, o Caetano me contou do rolo dos estudantes com a PM-MG e a reitoria e essa merda toda que aconteceu lá dia 03 de Abril. Meu refúgio acadêmico perfeito explodiu...


Douglas

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Mais uma

a reitoria da UFMG foi ocupada na tarde de ontem  em decorrência dos atos de violência policial occoridos no dia 3 de abril. Ainda não encontrei nenhuma grande fonte de inforamções sobre a ocupação de maneira que não sei a pauta do movimento, como estão as cosias lá, como foi a ocupação e tudo o mais. 
 
estudantes em assembléia já dentro da reitoria

atualizando:  é esse aqui o blog da ocupação da ufmg e abaixo a pauta da ocupação:

Pauta

1.Audiência pública com a reitoria já! Temos direito a uma explicação.
Atendida.

2.Direito a realizar todo tipo de atividade política e cultural dentro do campus, nada deve ser censurado dentro de uma universidade.
Foi assumido um compromisso verbal.

3.Pela suspensão de todos os processos administrativos contra os estudantes que se manifestam em luta e não punir essa ocupação. Chega de punições.
Não atendida.

4.Retratação pública da Reitoria.
Não atendida.

5.Fim da parceria PM e UFMG. Segurança não é repressão e abuso de autoridade!
Não atendida.

6.Pela abertura de um inquérito administrativo para apurar e punir os responsáveis pela entrada da PM no campus, com comissão paritária a ser composta por funcionários, professores e estudantes, sendo esses últimos eleitos em assembléia.
Não atendida.

7.Queremos que a universidade faça uma denúncia na corregedoria da polícia. Vamos lutar pela punição de todos os excessos e agressões cometidas pela Polícia Militar
Não atendida.

8.Que todos os diretores de unidades se manifestem.
Não atendida.

9.Chega de ficar em cima do muro. queremos um posicionamento da reitoria também sobre outras agressões que estão acontecendo no campus como o trote documentado dos calouros de Engenharia que ofende toda a comunidade GLBTT.
Não atendida.


e alguns links para matérias recentes sobre aocupação da ufmg: g1, uai, último segundo e cmi.

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JOsias de Souza comenta a ocupação da unb

'Mestres' da UnB ensinam a alunos o que não fazer

Jamir Bittar/Reuters

O reitor é uma beca reitoral, é uma samarra, é um capelo, é o poder institucional da academia. Mas o reitor não pode ser apenas uma pose. É preciso que, sob as vestes e os paramentos, exista uma noção qualquer de ética, de honra.

Timothy Mulholland, o reitor da UnB, perdeu a aura de magnificência. Deu-se no instante em que aceitou que verbas públicas destinadas à pesquisa universitária fossem desviadas para pagar a requintada decoração do apartamento funcional que lhe servia de morada.

 

O episódio, por acintoso, ganhou o noticiário. Em 20 de fevereiro de 2008, reunidos em assembléia, os professores da Universidade de Brasília foram apresentados a uma solução. Preferiram, porém, virar parte do problema. Por ampla maioria, mandou-se ao lixo a proposta de afastamento do reitor.

 

Restou demonstrado que, assim como em outras corporações, também no meio acadêmico todos são inocentes e todos são cúmplices. Por sorte, os alunos da UnB extraíram do gesto de seus mestres a melhor lição. Aprenderam o que não deve ser feito. E fizeram o oposto.

 

Num gesto de legítima defesa, a estudantada ocupou o prédio da reitoria. A coisa começou com 200 alunos. Nesta segunda-feira (7), o movimento já contava com a adesão de 1.300. Acossados por uma decisão judicial que determina a desocupação das instalações invadidas, os universitários optaram por manter o protesto.

 

Querem o escalpo do reitor. Em defesa da noção de honra que deveria existir sob a pose, foram ao confronto físico com os agentes de segurança da universidade. E aguardam pela ação da PolíciaFederal.

 

Há na estante muita teoria sobre a razão. Renan (1823-1892) escreveu que “a finalidade do mundo é produzir a razão.” Com ironia, La Fontaine (1621-1695) ensinou numa de suas fábulas que “a razão do mais forte é sempre a melhor.” Noutra, anotou que “a razão do melhor é sempre a mais forte.”

 

Na refrega da UnB, não parece razoável que prevaleça a lógica segundo a qual têm razão aqueles que estão com os cassetetes ou com o caixa das verbas universitárias. Que lição dará o Estado às suas inteligências juvenis se permitir que a desonra prevaleça sobre a reação?

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7 de abr de 2008

em Brasília..

fiquei caçando esses dias informações sobre a ocupação da reitoria da Unb sem reproduzir aqui notícias dos grandes meios, que seria obviamente inútil: quem quer ver notícia da folha, vai e lê a folha. 

bem encontrei "o" blog da ocupação que é esse: ocupação unb   

e esse outro, ciência brasil, que não é propriamente "da" ocupação mas de um professor da unb  que está comentando bastante coisa e dando um suporte pra causa "Fora Timothy".

Timothy é o atual reitor da UNB e esteve envolvido em diversas compras de artigos de luxo com cartões de crédito do governo. A partir disso os estudantes estão discutindo bastante não só o fluxo de verbas para o ensino superior mas também algo fundamental que é o uso dessas verbas.

Um lance legal que eles estão fazendo lá de dentro da reitoria é uma rádio operando 24 horas e atravé dela sei que nesse exato momento está rolando uma assembléia nessa momento (14:00) com em torno de 1000 pessoas e que vai ditar o rumo da ocupação.

aqui a rádio.  

e por último um "telejornal" produzida lá de dentro também:



enfim, os caras tão produzindo muito material o que dá pra oxigenar as discussões e 
ter acesso a informações mais próximas do que está acontecendo.

até.cae.

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Ação da PM na UFMG


Aconteceu semana passada. Abaixo um dos vídeos disponíveis e, na sequência, texto assinado por entidads do movimento estudantil.




Ditadura de Ronaldo Pena/ Heloísa Starling impede sessão de cinema na UFMG.

Dia 03 de abril de 2008, às 19:30 hrs, cerca de 50 homens da Polícia Militar de Minas Gerais, em várias viaturas e até um helicóptero, cercaram o Instituto de Geociências da UFMG impedindo a entrada e saída de trabalhadores e estudantes do prédio. A PM-MG foi convocada e autorizada a agir pela Reitoria da Universidade Federal de Minas Geraes nas pessoas do reitor ,o democrata, Ronaldo Tadêu Pena e a vice reitora ,a republicana e defensora das liberdades democráticas Heloísa Maria Murgel Starling. Ao tentar sair do prédio do IGC um estudante recebeu "voz de prisão" com a "justificativa" de desacato à autoridade. Indignados, estudantes, professores e demais trabalhadores presentes, gritaram palavras de ordem pedindo a soltura do estudante. A PM exaltou se e começou a enfrentar os manifestantes, agredindo-os com cacetetes e "coronhadas". Durante o tumulto causado pela Reitoria/PM uma das viaturas avançou em marcha-ré sobre os manifestantes derrubando alguns deles. O objetivo da ação era reprimir uma sessão comentada de cinema, na qual seria apresentado um filme sobre a legalização da Maconha. Uma estudante de medicina precisou ser levada ao Pronto Socorro João XXIII. Cerca de 30 estudantes foram levados para fazer exame de corpo- delito.

Perguntamos: É esta Universidade que a sociedade precisa? Uma Universidade onde evita se o debate convocando a POLÍCIA? Armas, botas, camburões impedindo a arte , o saber. Lembra alguma coisa? Lembra algum estado de coisas? Mas não passou? Não! Hoje o filme não passou no IGC!!! Os militares voltaram a interferir na autonomia da Universidade.

A Reitoria da UFMG(devidamente amparada pela PM-MG) repete sua prática autoritária, ditatorial. Encontros estudantis não podem ser realizados na UFMG, pois estudantes de outras Universidades não podem alojar-se nos prédios de nossa Universidade. A reitoria pratica a "política do pires". Ou as administrações das unidades concordam com a Reitoria ou não têm recursos para os seus projetos. Com essa política a Reitoria tem conseguido um impressionante "consenso". Apenas duas diretorias "ousam" manifestar se contra ações propostas pela administração central. Na UFMG, vários estudantes estão sendo ameaçados de jubilamento por Lutarem por uma Pró - Reitoria de assistência estudantil. O DCE e alguns DA'S receberam "multas" por causa de suas posições políticas.
No dia 28 de março lembramos os 40 anos da morte do estudante Edison Luís morto em manifestação contra a ditadura militar. A reitoria da UFMG comemora a data convocando os militares novamente a invadir o campus.

Não podemos e não vamos nos calar. Convocamos a Toda(o)s a comparecer amanhã, às 07:00hrs, na praça de serviços do campus Pampulha. Para organizarmos as manifestações que ocorrerão durante o dia. A Universidade não pode seguir como se nada tivesse acontecido.

DCE-UFMG/DA-ICB/DA-FISIO/DA-T.O/DAMAR/CONLUTE/ESPAÇO-SAÚDE/
CIRANDA-LIBERDADE/

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