13 de out de 2007

Sobre mapas e guerras...

Esse site tem vários "mapas animados" de guerra muito legais, são inclusive muito melhores do que aqueles programas de apologia militar do "The History Channel"

abaixo um que relaciona todos os presidentes estadunidenses e as guerras as quais eles se meteram.



obs.uma das descobertas desse feriado regado a internet , edições de vídeos e textos sobre sacrifício. Não q isso seja muito pertinente mas...

abraços, cae.

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Moção da Congregação do IFCH

A Congregação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, reunida em sua 144a Sessão Ordinária, aos 3 de outubro de 2007, deliberou, por unanimidade, manifestar-se pelo arquivamento imediato do Processo Sumário 01P-21554/07, referente à sindicância que arrola sete estudantes nos incisos II, III e IV do artigo 227 do Regimento Geral da Universidade Estadual de Campinas.

Entende a Congregação do IFCH que o arquivamento imediato do Processo Sumário 01P-21554/07 é imperativo de ordem legal, uma vez que as disposições disciplinares do Regimento Geral da Universidade, em particular aquelas concernentes à forma processual (artigos 227, inciso VIII; ,234 e 235), inalteradas desde 1974, constituem legislação de exceção, imposta pela ditadura militar às universidades por meio do Decreto-Lei 477, de 26 de fevereiro de 1969, extensão universitária do Ato Institucional no 5, de 13 de dezembro de 1968. Trata-se, assim, em seus pressupostos e efeitos, de normatização inaplicável, por violar direitos fundamentais garantidos pelo artigo 5o da Constituição Federal, em especial o inciso 55, que assegura aos cidadãos o direito ao contraditório e à ampla defesa em processos administrativos e judiciais.

À falta da necessária tradução dos princípios constitucionais em normatização específica a presidir a vida universitária, vê a Congregação do IFCH abrir-se, na situação em tela, inaceitável espaço ao arbítrio.

Insta, pois, firmemente, ao Magnífico Reitor que arquive, imediatamente, o Processo Sumário 01P-21554/07 e toda a comunidade universitária conclama à tarefa urgente da revisão do Regimento Geral da Universidade Estadual de Campinas, a fim de adequá-lo à ordem democrática.

Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
3 de outubro de 2007.

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12 de out de 2007

Como era gostoso meu jornalismo...

Artigo de Ricardo Kauffman sobre a cobertura da morte de Che pela revista Veja, a de agora e a de 10 anos atrás. Mias do que defender Che (ou qualquer coisa do gênero) Kauffman faz uma excelente análise sobre a prática jornalística.

Abraços, Caetano.

aqui o original.

Che, segundo Veja
Ricardo Kauffman, do Terra Magazine

A abordagem da revista Veja sobre o mito e o homem Ernesto Che Guevara, no decorrer dos anos, consiste numa ótima oportunidade de observação dos movimentos da mídia. Sugiro aqui uma visita comparada a duas reportagens da publicação sobre o assunto.

Uma foi matéria de capa há duas edições, intitulada "Che: há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa", assinada pelos jornalistas Diogo Schelp e Duda Teixeira. A outra foi publicada há dez anos, sob o título: "O triunfo final de Che".

É assinada pela então repórter da casa Dorrit Harazim. O texto está disponível atualmente no site da editora Abril na internet, neste endereço.

Há congruências entre as duas reportagens. Ambas registram aniversários redondos da morte do guerrilheiro. Buscam causas para a projeção mitológica do Che. E fazem referência a algumas mesmas passagens do líder.

Terreno mais vasto, no entanto, é o das incongruências, diferenças de tratamento e visões antagônicas - a respeito do personagem central - que as duas matérias explicitam.

A atual possui caráter predominantemente dissertativo. Não identifica de onde os autores apuraram as informações, o que leva a crer que a matéria foi feita da redação. Parte de tese própria segundo a qual o mito de Che é uma farsa produzida pela "máquina de propaganda marxista", diz o texto. E se destina a comprová-la.

A de 1997 foi apurada na Bolívia e se ocupa, majoritariamente, de ouvir declarações e descrever fatos que testemunha. Parte do acompanhamento da buscas dos ossos enterrados de Che para também refletir sobre a força do maior mito latino-americano.

A Veja de 2007 entrevista seis fontes para a matéria. Todos são cubanos da Flórida, inclusive dois historiadores, um do Instituto da Memória Histórica Cubana de Miami, e o outro da Universidade de Miami.

A reportagem justifica a concentração de fontes: "o regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permaneceram em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial".

Não explica, porém, porque não foram ouvidos observadores internacionais neutros, ou companheiros de Che em campanhas fora da ilha.

Dorrit Harazim concentra-se nas fontes que encontra pelo caminho, nas cidades bolivianas onde Che é um ser místico, literalmente adorado como santo.

Diego Schelp e Duda Teixeira expõem diagnósticos certeiros sobre Guevara, na maioria das vezes desacompanhados da análise de qualquer fonte. Eles reduzem as origens da mitificação do argentino a três fatores ligados a alguma espécie de "sorte histórica".

São eles: a morte prematura; a ajuda involuntária de seus algozes, que conferiram ao rosto do Che defunto espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto; e ao contexto favorável, às vésperas dos protestos da geração de 1968.

Já a matéria anterior tem espaço para o contraditório e questões complexas, inalcançáveis por respostas simples. Ouve diversos bolivianos admiradores de Che, povo que, segundo o texto atual, "tinha raiva dele".
Um destes admiradores, ao encontrar um cubano integrante da guerrilha que então vivia na Espanha, pergunta: "Por que vocês começaram a guerrilha antes de conhecerem o terreno e estarem preparados? Mas por que, depois de tudo isso, você não vive em Cuba? - O ex-guerrilheiro ficou quieto", diz trecho de dez anos atrás.

Disparidade ainda mais gritante entre as duas matérias da mesma revista se encontra na adjetivação usada para qualificar Guevara e suas ações. "Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história arremessou há tempos outros teóricos do comunismo"; (...) "sua maníaca necessidade de matar pessoas".
Em 1997, Veja publicava: "Che empolga por ter sido um rebelde com causa, aventureiro e vagabundo, de ar atormentado e ardor revolucionário, mas sobretudo um rebelde capaz de abrir mão de tudo, especialmente do poder".

E mais: "O mito de Guevara (...) ampara-se na simplicidade, (...) e na entrega de sua vida à defesa da solidariedade e justiça social".

Che morreu há 40 anos. Nos últimos dez, nada de relevância decisiva sobre sua história foi revelado. Enquanto seu mito não pára de crescer.

No entanto, como podemos observar, a visão e os procedimentos jornalísticos que a maior e mais influente revista brasileira tem e propaga diante dos fatos mudou radicalmente no período. Sem maiores explicações ou avisos aos seus leitores.

Questão tão complexa ou simples como a da força do mito de Che é: Por que?

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Diplô e a blogosfera

Que tal colaborar com a Redação da seção brasileira da Le Monde Diplomatique ? É isso que esse post-telegrama aqui propõe que se proponha: novos links (quem sabe até o Parou Parou?), pautas, conteúdos, comentários, colaboradores...

Depois de ficar impressionado com a qualidade e pertinência das matérias da versão brasileira impressa da revista do Le Monde Diplomatique, encontrei andando pela net o blog da redação da Diplô Brasil, o que é algo bem interessante. Ainda embrionário, é interessante acompanhar as novas postagens que aparecem por lá. Assuntos interessantes, agendas e artigos com uma abordagem de "quadro geral", um pouco internacionalista, que creio ser importante de ser pensada. Inclusive para refletirmos se essa visão um pouco "Fórum Mundial Social" é a melhor a ser adotada ou não e pensar em seus pontos fortes e fracos.

Talvez o que mais me atrai a atenção nessa iniciativa é a transparência que propõe quanto ao processo de editoração de um periódico com as características da Le Monde Diplomatique, conhecida por um material bem-elaborado e de qualidade. O post inaugural é informativo e segue uma linha quase de carta de princípios, com algumas linhas gerais que espero que se realizem o mais rápido possível, como a criação de uma comunidade de blogs em português sob a chancela da revista.

Nessa linha de coisas interessantes nesse blog, gostaria de destacar o post de lançamento do Caderno Brasil, que mostra uma clareza de visão da revista quanto às potencialidades da blogosfera como meio de comunicação alternativa e a vontade de elaborar conteúdo de qualidade, incluindo nesse post a descrição do corpo de colaboradores, editores e colunistas.

Iniciativas como essa são encorajadoras, pois apontam para possibilidades de aproximar diferentes tipos de iniciativas baseadas nessa linha de blogosfera + rede + alternativa + movimentos sociais. Espero que essa iniciativa decole e que a gente arranje emprego em coisas como essa! Hehe!
Opine!
Enric "Grama" Llagostera

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10 de out de 2007

2 pesos e 2 medidas

Quando da entrega do abaixo assinado da cpmf a Folha de São Paulo estampou em sua capa Paulo Skaf (presidente da fiesp) e mais um pessoal desfilando na câmara dos deputados com carrinhos de supermercados que carregavam 1 milhão de assinaturas contra o tributo.



Tudo certo, foi uma campanha nacional em cima de um debate atual e pertinente.

Entretanto anteontem a Folha publicou uma matéria sobre o plebiscito a respeito da privatização da cia. vale do rio doce. O jornal publicou uma pequena nota a respeito da consulta popular que contou com 3 milhões e meio de votos, aproximadamente, com cerca de 95% de votos contrários à privatização. E o destaque, na nota de pouco mais de 10 linhas (assinante vê aqui), foi para a pouca participação frente a plebiscitos mais antigos como o de 2000 sobre a dívida externa (6 milhões) e o de 2002 sobre a entrada do Brasil na ALCA (10milhões).

Tanto a campanha contra a cpmf quanto a contra a privatização da vale do rio doce foram movimentos de amplitude nacional, que contaram com debates em toda a sociedade brasileira agora por que a folha privilegia um a outro?

A disparidade no tratamento com os dois movimentos (cpmf e vale do rio doce) demonstra um caráter profundamente elitista da Folha de S.Paulo, uma vez que se recusa a dar visibilidade a um movimento com plena participação popular e dá tratamento diferente e privilegiado a um movimento que também conta com grande participação popular, mas possui maior reverberação na classe empresarial.

Tratar uma questão de grande parte como se ela não existisse é um modo tristemente autoritário de lidar com a realidade.

Caetano.

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9 de out de 2007

Para o alto e avante


desde 14 de setembro não tínhamos mais de 40 visitantes num dia passando pelo blog, mas ontem coneguimos 43 visitantes. Esperamos que com o post da monica veloso ultrapassemos as centenas de visitantes diários, afinal é uma tag procurada.

abraços, caetano.
obs. q post ridículo!!!

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uma nota

Nota à Comunidade Acadêmica

Nós, professores da UNICAMP, arrolados como testemunhas da defesa dos estudantes apontados pela Comissão de sindicância, constituída pela Portaria GR n. 074/2007, explicamos à comunidade acadêmica nossa posição sobre o rito sumário da sindicância ora em curso. Além dos argumentos apresentados pela defesa para nosso não comparecimento à sessão do dia 03 de outubro de 2007 dessa Comissão, e independentemente de nossos juízos acerca dos métodos de ação política do movimento estudantil, reiteramos que ações políticas não devem ser tratadas por meio de sindicâncias de rito sumário, que retroagem ao AI-5. Como professores, defendemos que o direito à opinião, à manifestação e à associação são constitucionais e devem ser, sobretudo, valores inerentes à vida acadêmica e universitária.

Campinas, 3 de outubro de 2007


Edmundo Fernandes Dias. Professor Assistente-Doutor aposentado do
Departamento de Sociologia, IFCH-UNICAMP

Mauro W. Barbosa de Almeida.Coordenador do Programa de Pós-Graduação em
Antropologia Social, IFCH-UNICAMP.

Nádia Farage. Diretora Associada, IFCH-UNICAMP.

Paulo César Centoducatte. Professor Assistente-Doutor, Depto. de
Sistemas de Computação, IC-UNICAMP

Rachel Meneguello. Coordenadora Geral de Pós-Graduação do IFCH-UNICAMP.

Silvia Hunold Lara. Professora Associada, Dep. de História, IFCH-UNICAMP.

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Um convite...

queria ir viu, mas devido à distância são paulo/campinas não rolará. Estou lendo o Refusenik que traz relatos de soldados israelenses que se recusaram a servir fora da fronteira de Israel e é muito bom, muito mesmo. Gostaria de poder trocar uma idéia com o Peretz, ao menos ouvir o que ele tem pra falar.

Esse é um dos poucos momentos em que realmente sinto falta de um carro... paciência.
Caetano.

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Monica Veloso na Playboy

Foto: Lula Marques/Folha Imagem

Gabriela Gerreiro, para a FolhaOnline: "O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), esperava seu carro para deixar o Congresso próximo à banca quando foi questionado por jornalistas se estaria disposto a comprar um exemplar. "Não comprei ainda, mas se alguém me emprestar... Se não, não.""

Senhor senador, pra que mentir? É óbvio que o senhor vai comprar, se é que já não comprou...

Cada uma viu...

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8 de out de 2007

um vídeo.. vienam + napalm

nunca tinha visto esse filme...



caetano.

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